O agronegócio é um dos principais motores da economia gaúcha e passa por uma transformação acelerada. A expansão da irrigação, a digitalização das propriedades, a automação de processos e o uso crescente de tecnologias no campo vêm aumentando a demanda por uma infraestrutura elétrica cada vez mais robusta e confiável.
Atividades que antes dependiam de processos essencialmente mecânicos hoje utilizam sistemas digitais de gestão, monitoramento remoto, armazenagem inteligente e soluções de agricultura de precisão. Essa evolução tem impulsionado ganhos de produtividade e competitividade, mas também exige uma rede elétrica preparada para acompanhar o novo ritmo da produção rural.
A tendência é de crescimento ainda maior dessa demanda. Estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que a demanda de energia elétrica da agricultura irrigada poderá crescer cerca de 43% até 2040, impulsionada pela expansão da irrigação e pela modernização da produção agropecuária.
Esse movimento já pode ser observado no Rio Grande do Sul. O avanço da irrigação, a expansão das agroindústrias e o uso de equipamentos de maior potência estão alterando o perfil de consumo no meio rural e ampliando a procura por redes trifásicas, capazes de atender atividades produtivas cada vez mais tecnificadas.
Para acompanhar essa transformação, a CPFL RGE vem ampliando investimentos na modernização e no fortalecimento do sistema elétrico. Em 2025, a companhia investiu R$ 1,6 bilhão na área de concessão. Entre janeiro e maio de 2026, os aportes já somavam R$ 625 milhões.
Entre as principais entregas estão a construção e reforma de 3,29 mil quilômetros de redes de média tensão, a substituição de 74 mil postes e a instalação de 462 religadores automáticos. Os equipamentos permitem identificar interrupções, isolar trechos afetados e recompor o fornecimento de energia de forma remota, aumentando a confiabilidade da rede.
Para Ricardo Dalan, diretor-presidente da CPFL RGE, a infraestrutura elétrica é uma das bases para a evolução do agronegócio gaúcho.
"O campo está cada vez mais conectado, automatizado e dependente de tecnologia. A energia elétrica tornou-se um insumo estratégico para a produtividade rural. Nosso compromisso é continuar investindo para que a rede acompanhe essa transformação e contribua para o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul", diz.
Além da expansão da capacidade, a adaptação da rede aos eventos climáticos extremos também se tornou prioridade. Por isso, a companhia vem reforçando ações de automação, modernização e resiliência para aumentar a capacidade de resposta do sistema diante de um cenário climático cada vez mais desafiador.
O trabalho seguirá avançando nos próximos anos. Para o ciclo entre 2026 e 2030, a CPFL RGE prevê investir R$ 9,3 bilhões na expansão, modernização e reforço da infraestrutura elétrica, no maior plano de investimentos de sua história.
Na prática, a modernização do agro e da rede elétrica caminham lado a lado. À medida que o campo incorpora novas tecnologias e amplia sua capacidade produtiva, cresce também a importância de uma infraestrutura energética capaz de sustentar esse avanço com segurança, qualidade e confiabilidade.