Quase três colisões contra postes são registradas, em média, por dia, nas 381 cidades da área de concessão da CPFL RGE. Entre janeiro e junho de 2026, foram contabilizadas 527 ocorrências, uma alta de 14% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 462 registros.
Na região, entre os três municípios com mais colisões, Caxias do Sul está no primeiro lugar, com 50 ocorrências no primeiro semestre deste ano. Apesar de continuar no topo em números absolutos, houve redução de 35% em relação aos 77 casos registrados no mesmo período de 2025. Em Sapiranga, porém, o movimento foi inverso e chama atenção: as ocorrências saltaram de 5 para 49, uma alta de 880% no primeiro semestre de um ano para o outro.
Bento Gonçalves também registrou crescimento expressivo. Foram 24 ocorrências entre janeiro e junho de 2026, contra 11 no mesmo intervalo do ano anterior, aumento de 118%. Os números evidenciam um problema que vai além dos danos materiais provocados pelos acidentes. Dependendo da gravidade da colisão, postes, cabos e outros componentes da rede podem ser comprometidos, ampliando os riscos no local e podendo provocar interrupções no fornecimento de energia.
A CPFL RGE reforça que atitudes como respeito aos limites de velocidade, atenção à sinalização e condução responsável são fundamentais para reduzir acidentes. A orientação ganha importância também porque uma colisão com a infraestrutura elétrica pode transformar um acidente de trânsito em uma ocorrência de maior complexidade, especialmente quando há cabos rompidos ou estruturas energizadas.
“Uma colisão contra um poste pode colocar vidas em risco e trazer consequências para toda a comunidade. Além do perigo envolvendo a rede elétrica e da possibilidade de queda de cabos, esse tipo de ocorrência pode comprometer o fornecimento de energia para milhares de clientes. Por isso, a prevenção e o comportamento seguro no trânsito são fundamentais”, afirma Raphael Campos, gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da CPFL Energia.
As colisões contra postes estão entre as ocorrências mais críticas para a rede elétrica, pois podem exigir reparos complexos. O atendimento ocorre em duas etapas: inicialmente, as equipes de Operação isolam os circuitos e trabalham para restabelecer a energia ao maior número possível de clientes. Em seguida, as equipes de Obras e Manutenção realizam a substituição do poste e a reconstrução do trecho danificado.
Conforme a gravidade da ocorrência, o trabalho pode demandar mais tempo, especialmente quando é necessário aguardar a perícia policial e a remoção do veículo. Quando há identificação do responsável legal pelo acidente, o condutor pode ser responsabilizado pelos custos de reposição do poste, que variam de R$ 3 mil a R$ 14 mil, conforme os equipamentos instalados.