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Operação contra furto de energia em São José do Rio Pardo remove quatro ligações clandestinas

Data:
02/09/2026
Escrito por:
Assessoria de imprensa

Uma operação conjunta entre CPFL e a Polícia Civil resultou na remoção de quatro ligações clandestinas de energia em São José do Rio Pardo.


Segundo a distribuidora, as ligações eram feitas diretamente na rede, sem a passagem pelo medidor. Os responsáveis foram encaminhados à delegacia da cidade para as providências legais.


A ação integra o trabalho permanente da companhia para reduzir irregularidades e mitigar áreas de degradação da rede elétrica, conforme a CPFL.


Balanço semestral

O caso ocorre em meio ao balanço semestral da CPFL Santa Cruz, que identificou 80 irregularidades no consumo de energia em toda a sua área de concessão no primeiro semestre de 2026. As ações de combate a fraudes e furtos permitiram recuperar 952 mil kWh, volume equivalente ao necessário para abastecer aproximadamente 378 residências durante um ano.


Na região de São José do Rio Pardo, foram constatadas 11 irregularidades nos seis primeiros meses do ano, com a recuperação de 6,3 mil kWh, energia suficiente para atender cerca de duas residências por um ano. Apenas no município foram 3 ocorrências.


Segundo a companhia, as irregularidades são identificadas por meio de inspeções, análises técnicas, denúncias da população e, quando necessário, operações realizadas em conjunto com as autoridades policiais.


Riscos à população

Popularmente conhecidas como "gatos", as ligações clandestinas estão entre as irregularidades encontradas pelas equipes, assim como adulterações de medidores e outras intervenções feitas para impedir ou reduzir o registro correto do consumo.


Por serem executadas sem critérios técnicos e fora dos padrões de segurança, essas intervenções podem sobrecarregar a rede, provocar oscilações e até interromper o fornecimento. Há ainda riscos de curtos-circuitos, incêndios e choques elétricos, que podem atingir não apenas quem realiza a fraude, mas também moradores, trabalhadores e outras pessoas da comunidade.


O que diz a lei

O furto de energia é crime previsto no Código Penal. A partir deste ano, com a Lei nº 15.397/2026, a pena para o furto simples ficou mais severa: subiu de um a quatro anos para um a seis anos de prisão, além de multa. Como a pena máxima passou de quatro anos, o delegado não pode mais arbitrar fiança em caso de flagrante. Qualquer decisão sobre soltura ou fiança agora é exclusiva do Poder Judiciário.


Denúncias

A participação da população é importante para o combate às irregularidades. Informações encaminhadas pelos clientes podem subsidiar inspeções e ajudar a direcionar as equipes para locais com indícios de fraude ou furto de energia.


As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais da CPFL, no aplicativo "CPFL Energia" ou no site www.cpfl.com.br/fraude.


Tecnologia

Além das denúncias e inspeções em campo, o combate às irregularidades conta com o apoio de tecnologias e análises que permitem à CPFL direcionar as fiscalizações e ampliar a eficiência das operações. Entre as soluções utilizadas estão sistemas de medição e monitoramento, caixas de proteção em unidades reincidentes, medidores instalados em locais protegidos e, em determinados segmentos, conjuntos blindados com leitura externa e acompanhamento remoto.





(Divulgação/CPFL Energia)