O furto de cabos e equipamentos da rede elétrica tem chamado a atenção da CPFL Santa Cruz em sua área de concessão. Entre os casos acompanhados pela distribuidora estão ocorrências envolvendo transformadores, reguladores de tensão e outros componentes essenciais ao funcionamento do sistema elétrico, situação que, além dos prejuízos materiais, pode comprometer o fornecimento de energia e colocar em risco a segurança da população.
Dentro desse cenário, Mococa se destaca pelo número de registros. Entre janeiro e julho de 2026, foram contabilizadas 16 ocorrências no município, o maior volume entre as cidades atendidas pela CPFL Santa Cruz no período, com prejuízo estimado em cerca de R$ 390 mil. Caconde aparece na sequência, com cinco ocorrências. Considerando os registros contabilizados pela concessionária em sua área de atuação, o prejuízo chega a aproximadamente R$ 476 mil.
Os transformadores estão entre os principais alvos, especialmente pela presença de cobre em sua composição. Também são registrados furtos de reguladores de tensão, equipamentos fundamentais para a qualidade e a continuidade do fornecimento. Por isso, a CPFL Santa Cruz mantém o acompanhamento das ocorrências em toda a sua área de concessão, com monitoramento de pontos críticos, inspeções e atuação conjunta com órgãos de segurança.
O cenário observado na área atendida pela companhia acompanha um movimento que preocupa o setor elétrico em todo o país. Segundo a ABRADE (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), o volume de cabos furtados no Brasil passou de 300 toneladas em 2024 para 975 toneladas em 2025, com prejuízo estimado em cerca de R$ 90 milhões.
Levantamento da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aponta ainda que as perdas totais na distribuição de energia, incluindo furtos, fraudes e ligações irregulares, somaram R$ 23,2 bilhões em 2025, equivalentes a 14,3% de toda a energia injetada no sistema.
Para Paulo Grazia, consultor de relacionamento da CPFL Santa Cruz, a distribuidora não para de investir. "Investimos constantemente nesses equipamentos porque eles são essenciais para garantir a qualidade e a continuidade do fornecimento de energia para toda a região. Por isso, seguimos reforçando a inteligência e a fiscalização para proteger a rede e a segurança de todos", pontua.
"O furto desses ativos não representa apenas um prejuízo financeiro, mas interrompe o serviço essencial que leva energia a hospitais, escolas e milhares de residências", conclui o consultor.
A CPFL alerta que, além do vultoso prejuízo financeiro, o furto de equipamentos compromete diretamente o fornecimento de energia para a população. Quando um transformador ou regulador de tensão é subtraído ou danificado, clientes residenciais, comerciais e rurais ficam sem luz, muitas vezes por horas, até que a equipe técnica consiga realizar a substituição do equipamento. O problema afeta severamente serviços essenciais como hospitais, escolas e sistemas de abastecimento de água, além de pessoas que dependem de equipamentos médicos em casa. A falta de energia também agrava a vulnerabilidade da população em áreas que ficam sem iluminação pública durante o período de reparo.
A empresa reforça que o furto de materiais elétricos oferece riscos altíssimos de morte ou graves acidentes para quem realiza a ação, devido ao contato direto com a rede energizada. Os criminosos, ao manusear cabos e equipamentos de alta tensão sem o devido treinamento ou proteção, colocam em risco a própria vida, a de terceiros e a segurança do sistema elétrico como um todo. Intervenções não autorizadas na rede podem causar curtos-circuitos, incêndios e danos permanentes à infraestrutura de distribuição de energia.
Para coibir esses crimes, foi sancionada em 28 de julho de 2025 a Lei nº 15.181, que endurece as punições para furto, roubo e receptação de fios, cabos e equipamentos utilizados no fornecimento ou transmissão de energia elétrica. Pela nova lei, a pena para furto qualificado de materiais usados em serviços essenciais foi elevada para 2 a 8 anos de reclusão, além de multa. Em casos de roubo que comprometa serviços públicos essenciais, a pena passa a ser de 6 a 12 anos de reclusão e multa. Para o crime de receptação simples, a pena pode chegar a 4 anos. Já no caso de receptação qualificada, a pena é de até 8 anos, podendo ser dobrada se envolver bens ligados a serviços essenciais, chegando a até 16 anos de reclusão e multa.
A CPFL Santa Cruz informa que vem intensificando as ações de prevenção e combate aos furtos, com monitoramento constante de áreas críticas, inspeções de rotina em equipamentos de rede e estreita parceria com a Polícia Civil, Polícia Militar e Defesa Civil. Boletins de Ocorrência são registrados em todos os casos identificados, e a concessionária também atua em operações conjuntas em ferros-velhos e estabelecimentos de compra e venda de sucata, que são os principais destinos do material furtado. O objetivo é interromper a cadeia receptora desses materiais ilícitos.
A população pode contribuir ativamente denunciando suspeitas de furto ou vandalismo na rede elétrica. Os canais de atendimento da CPFL Santa Cruz estão disponíveis 24 horas por dia: WhatsApp (19) 99908-8888, SMS 27351, site cpfl.com.br e aplicativo CPFL Energia. Em caso de emergência ou avistamento de fios partidos, a orientação é ligar imediatamente para o Corpo de Bombeiros pelo número 193 e não se aproximar do local sob nenhuma circunstância.
(Divulgação/CPFL Soluções)